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O edifício

O edifício da Bolsa Oficial de Café é conhecido por sua arquitetura eclética, resultado da combinação de diferentes movimentos arquitetônicos em uma única obra, sem produzir um novo estilo. No prédio predominam o neoclássico e o barroco.

No dia 12 de março de 2009, o edifício da antiga Bolsa foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Antes de se tornar patrimônio histórico e artístico nacional, o palácio já era tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), em esfera estadual.

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Vitral de entrada

Na entrada do Museu, observa-se um pequeno vitral acima das portas com o símbolo dos “Estados Unidos do Brasil”, nome do país na época da inauguração do prédio e que permaneceu até 1967. Nota-se, também, o Brasão de Armas do Brasil, composto de um ramo de café e um de fumo, que simbolizavam as duas culturas mais importantes para o país na Proclamação da República, em 1889.

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Salão do Pregão

Local onde eram realizadas as negociações que determinavam as cotações diárias das sacas de café. Os pregões foram realizados no Salão do Pregão de 1922 até o final da década de 1950. Composto de 81 cadeiras (incluindo a do presidente), o Salão do Pregão conta também com um vitral e três telas do pintor paulista Benedicto Calixto. Atualmente é uma das principais atrações do Museu por sua imponência e beleza.

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Torre do Relógio

Localizada na esquina da Rua Tuiuti, a Torre do Relógio tem cerca de 40 metros, ou seja, o dobro da altura do prédio da Bolsa Oficial de Café. No topo estão quatro esculturas que simbolizam a agricultura, o comércio, a indústria e os navegantes.

Antigamente a noção de tempo era estabelecida pelos sinos das igrejas. Acredita-se que, com a chegada dos relógios, houve uma mudança significativa na rotina da população e a Bolsa serviu de referência de tempo no cotidiano das pessoas.

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Jacinto

Pouco se sabe sobre esse carregador de café. A lenda do Jacinto é de que ele teria sido um carregador de café que conseguia empilhar até 5 sacas de 60kg, totalizando 300kg em suas costas. Alguns dizem que ele era português; outros dizem que participava de um tipo de concurso de força no cais e que até mesmo recebeu o apelido de “sansão do cais”. A única informação concreta são cartões-postais editados da primeira década do século XX, em que sua imagem aparece. Estivadores e ensacadores de hoje concordam que o máximo de peso suportado por uma pessoa é de 120kg (duas sacas), por isso alguns deles levantam a dúvida se as sacas eram, de fato, de 60kg.

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Antigas disposições

– O espaço onde hoje funciona o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência, no andar térreo, era ocupado pela Caixa de Liquidação, onde os títulos negociados em pregão eram efetivados e, posteriormente, pagos.

– No mezanino era o local onde os barões do café assistiam às sessões dos pregões. O restante do andar foi dividido em salas e salões que abrigavam a Caixa de Liquidação, Câmara Sindical de Fundos Públicos e sedes de firmas comissionárias.

– Em um local isolado no segundo andar, ficava a grande sala de classificação da antiga Bolsa Oficial de Café, ligada à secretaria por um elevador especial para amostras de café. O restante do andar era destinado particularmente a sedes de firmas exportadoras.

– O terceiro andar foi projetado especialmente para escritórios de intermediários. Era possível dispor mais de 30 compartimentos.

– O terceiro andar foi utilizado até a década de 1970 como Clube da Bolsa. O local contava com biblioteca, sala de jogos e um restaurante, que era aberto aos sócios e seus convidados.